A Lápide da Existência

A inexistência de sua beleza
Inicia o fim de sua natureza,
Não é uma ilusão ou fantasia,
Nem tanto contos e versos de poesia.
Natureza é riqueza,
É a boniteza da existência,
A aurora do genuíno sorrir jovial,
Ver seu reflexo naquele manancial,
O resfolegar da verde alma na essência.
O meio ambiente é mágico,
A aquarela em vegetação formando a flora,
A espontânea fauna mundo afora,
Concebe um sublime espetáculo biológico.
O ceifar do novo nascer,
Não é compreendido ao ver
O brilhar do metal feito luzes de natal
A avidez que provoca a escassez
Do fundamental nessa delicada terra
A volúvel ignorância do saber
Em promover o falecer de todos nessa guerra.
Porque demos vida a morte?
Trazendo com a ganancia sem sorte
O cinza se alastrando afugentando as cores
Num mar negro de lágrimas alimentado as dores
Tornando o mundo tão lôbrego e lúgubre.
A terra decrépita anseia respirar.

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